Flautim

Flautim

flautim ou piccolo (pequeno em italiano) é um instrumento musical da família da flauta, soando uma oitava acima da flauta soprano, da qual possui igual digitação. É constituído por um pequeno tubo de cerca de 33 cm de comprimento e um bocal. Este instrumento foi introduzido na orquestra no século XIX, sendo usado na música erudita moderna. Produz o som mais agudo da orquestra.

É um instrumento de execução difícil, já que a dimensão pequena do tubo exigem uma embocadura e um sopro precisos. Além disso, suas chaves se encontram a uma distância extremamente pequena umas das outras.

Origem: A história do flautim se confunde a cada passo com a da flauta. Platão tinha conhecimento da Flauta de Pan ou Syrinx, espécie de órgão de tubos encontrado na mais remota antiguidade. Em seu famoso diálogo “A República”, ele coloca Sócrates discutindo com o músico Glauco sobre flautas primitivas. O Pai de Cleópatra tocava flauta, como o seu próprio cognome indica: Ptolomeu-Auleutes, que significa Ptolomeu-Flautista.

Forma: Como a flauta, o Flautim era, primitivamente de madeira. Atualmente todos os fabricantes empregam a prata na construção do instrumento. É um tubo cilíndrico de 0,32m ou 0,34m de comprimento. O mecanismo Boehm, que consta de 13 chaves, foi adotado no flautim ao mesmo tempo em que na flauta.

Afinação e Clave: Existem dois tipos de Flautim: um em Dó e outro em Ré. O primeiro tipo é o preferido nas orquestras sinfônicas, enquanto o segundo tem largo emprego nas bandas musicais. O tubo do flautim tanto pode ser cilíndrico como pode ser cônico, sendo este último tipo o preferido, o qual mede, como já citamos, 0,32m ou 0,34m. A música do flautim é escrita na Clave de Sol.

Tessitura e Registro: A tessitura natural do flautim moderno é a seguinte: do Ré4 ao Dó7. A escala do flautim divide-se em 3 registros: médio, agudo e superagudo. A sonoridade do flautim não possui a maviosidade nem a beleza poética da flauta. O antigo hábito de regular a cadência do passo dos soldados por meio de som de pífaros e tambores imprimiu a esta categoria de instrumento um caráter inteiramente marcial, com um misto de rudeza, de energia e de entusiasmo guerreiro. O flautim não faz parte da orquestra sinfônica clássica. Sua introdução efetiva nesse tipo de conjunto deve-se aos românticos. Seu emprego vulgarizou-se tanto na orquestra de concerto como na de teatro, desde o século XIX.

 

Comentários no Facebook